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1865–1927

O homem que ri...

Juvêncio de Araújo Figueredo

O homem que ri, assim, às gargalhadas, Ri de si mesmo, de maneira bruta. Não atende um momento, nem escuta As verdadeiras lágrimas choradas...

Ri de si mesmo, ao longo das estradas, Onde haja uma alma límpida, impoluta, Ou haja, como as cousas desprezadas, Uma alma negra, merencória e astuta.

Todo homem que ri, dessa maneira, Tem em si próprio a rude vida inteira De um esquisito e formidável sapo, Quando de dentro de um paul coaxa,

E em vira-voltas no paul se agacha, Ou mostra à luz do sol o grosso papo.

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