Que amarga provação, a minha, agora! E, quando
Eu nisso penso, sinto a alma toda assaltada
De sombras, como as de uma ermida abandonada...
De sombras que eu não sei como irão me deixando!
Amarga provação de tristezas! Gozando
Por acaso andarei, neste mundo, a ambicionada
Messe de florescência azul, iluminada,
Dos trigais da Esperança? Eu pelas sombras ando...
Mas, mesmo assim, não sou infeliz, entretanto.
Moro neste casebre, entre rosas, num canto
De praia amiga, de onde, à luz meiga do luar,
Meu pobre coração muitas vezes se aquece
De piedade por quem grandes ânsias padece,
Como esse coração misterioso do Mar!