De pernas bambas, trêmulas, iguais
Aos vimes, quando o zéfiro o sacode,
Lá vai o pobre bêbado, que aos ais
Busca fugir, nas raias do pagode.
Pensa transfigurar em madrigais
Todo o tormento que à sua alma acode;
E, por isso bebeu... bebeu... Demais,
Que tem que o corpo seu nas ruas rode?
Ê que o vinho lhe dá (Que fantasia!)
As noites da alma uns claros de alegria;
Tira-lhe a alma dos fatais escolhos...
Como se engana o bêbado, coitado!
Continua o seu corpo torturado,
E a alma ainda chora-lhe nos olhos!