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1865–1927

O amor e a morte

Juvêncio de Araújo Figueredo

O amor, um dia, ao se encontrar com a morte Teve o momento de lhe perguntar: — O que fazeis, em rumo sul e norte, Por esses campos e por sobre o mar?

E a morte respondeu-lhe, ereta e forte: — Ando os corpos dos homens a ceifar. Com esta ceifadeira de atroz corte, Que friamente ceifa, sem cessar...

— E o que fazeis, amor? Dizei-me, agora. Vós que nascestes ao nascer da aurora Que os tesouros dos sóis enriqueceram? E o amor lhe disse, abrindo-lhe o regaço!

— Levo no sonho, para o azul do espaço. As almas que por mim na dor viveram.

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