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1865–1927

O amor

Juvêncio de Araújo Figueredo

Tua casa recorda um ninho, numa estrada Que o sol doira, através das árvores frondosas Chilreia no beiral da telha a passarada, E lhe sobe à varanda o perfume das rosas.

E a tua esposa casta, alma divinizada, Ao surgir das manhãs, com orações piedosas, Abençoa-te a vida aflita e trabalhada No mar, ao sol, à chuva e em noites tormentosas.

Essa casa possui o encanto da beleza... Rescendem seus lençóis à canela, e, na mesa. Há sempre trigo louro e lenha no fogão. Limpidamente, a vida, assim, se purifica.

E, para enriquecê-la, o amor cantando fica Junto de cada sonho e cada coração.

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O amor · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove