Skip to content
1865–1927

Nunca sorriu!

Juvêncio de Araújo Figueredo

Nunca sorriu! Jamais na sua boca Um sorriso, que é luz cantante, um dia Alou, como a dourada e linda e louca Borboleta, na rosa que inebria.

E a sua voz era sinistra e rouca Como a da água descendo a penedia. Pouca importância dava às outras, pouca, Numa expressão de gélida ironia.

Nunca sorriu! Nunca sorriu! Jamais! E também nunca teve aflitos ais, Soluços, gritos de emoção veemente! No entanto, agora, pelo cemitério,

Ei-la a sorrir, assim, no atro mistério Da morte; e vai sorrindo eternamente!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
Nunca sorriu! · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove