— Lá vai, velas ao vento, o brigue Flor das Águas;
Lá vai, garbosamente, em procura do Norte.
E alegre chegará? Quem sabe lá das mágoas
Da sua gente? E quem já lhe notou a sorte?
“Mágoas! Quem nunca as teve? Eu, pelo menos trago-as
Desde o dia fatal em que, olhando a morte,
O meu noivo vagara aflito, envolvido nas fráguas,
Dos bruscos vagalhões em terrível coorte:
Assim falava Rosa às queridas amigas...
E dentre o lindo rol das meigas raparigas,
Rita pôs-se a cismar na vida do Lourenço.
Vira-o no mar profundo e revolto de um sonho,
Nas angústias fatais de um naufrágio medonho,
A gritar e a acenar convulsamente um lenço.