Cedo ou tarde, nós dois, que nos amamos,
Iremos para o azul da imensidade,
Em procura das árvores, dos ramos
Do divino pomar da felicidade...
Nós, que na mesma estrada nos achamos,
Do mundo sobre as ondas da ansiedade,
Muitos mais sonhos, do que, então, gozamos,
Gozaremos na eterna claridade...
Mas um de nós irá primeiro... E quando
Isso aconteça, e seja eu que, alando,
Suba da luz nas dúlcidas carícias,
Esperarás, tranquila, pois num sonho
Leve, suave, límpido e risonho,
Dos nossos filhos dar-te-ei notícias.