Que tarde bela, recortada de asas
De andorinhões e garças! Que frescores
Pelos caminhos que vão dar às casas
Brancas e alegres dos agricultores!
O céu na grimpa das montanhas brasas
Estende. E o rio é todo de fulgores
Serpenteando nas campinas rasas,
E nas lavouras de abundantes flores.
Recordo a tarde de ouro, em que me viste,
E dentro da alma um grande amor sentiste,
Porque afinal, no além de onde baixamos,
Nos mesmos laços de fraternidade,
Nos mesmos sentimentos de amizade,
Ligar os nossos corações sonhamos.