Skip to content
1865–1927

Nos mesmos laços

Juvêncio de Araújo Figueredo

Que tarde bela, recortada de asas De andorinhões e garças! Que frescores Pelos caminhos que vão dar às casas Brancas e alegres dos agricultores!

O céu na grimpa das montanhas brasas Estende. E o rio é todo de fulgores Serpenteando nas campinas rasas, E nas lavouras de abundantes flores.

Recordo a tarde de ouro, em que me viste, E dentro da alma um grande amor sentiste, Porque afinal, no além de onde baixamos, Nos mesmos laços de fraternidade,

Nos mesmos sentimentos de amizade, Ligar os nossos corações sonhamos.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
Nos mesmos laços · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove