Aos meus braços encostas o teu peito, Maria,
E vamos até lá que o mar está tão lindo,
Que parece um altar feito da pedraria
Do ocaso que se vai, entre pompas, abrindo...
E o mar, sempre ao cair da tarde, ao fim do dia,
Tem cousas a contar à gente! Estás sorrindo?
Ele está a dizer que nesta freguesia,
Dois peitos num só laço existem, reflorindo...
Vamos ouvir o mar que não está tão longe...
E lhe diremos, flor, como ao mais velho monge
Do Convento do Amor, no Adro da Imensidade,
Tudo quanto palpita em redor de nós ambos.
De nós dois, que apesar dos nossos passos bambos,
Ainda nutrimos na alma a mesma mocidade!