Deixa que o mar, de encontro aos rústicos rochedos,
Convulsamente ruja e, pelas praias, ruja,
Com toda a sua força hercúlea, nos enredos
De urna dor sobre a qual estremece a maruja.
Deixa que o mar, nos mais temíveis arremedos,
Busque galgar o céu maravilhoso, em cuja
Curva existe o fulgor dos astros, nos segredos
Do Divino Poder que as almas sobrepuja.
O mar que geme, o mar que brame e que soluce,
E, em blasfêmias, em pé se ponha ou se debruce;
Ou se alastre, a fremir, por todas as distâncias,
Deixando para trás a linha das montanhas...
É que esse mar possui as sensações estranhas
De um revel coração, no mistério das ânsias.