Amem-se os corações. Encantadoramente
Vibrem sob um tendal de inefável conforto;
E subam no esplendor das estrelas do oriente.
Que orvalham toda fé ajoelhada num horto.
Amem-se os corações, que o eterno amor ardente
A todos, pela vida, abre o amaino de um porto
Onde a paz desenrola a flâmula esplendente.
Sem encontrar, sequer, um grão de areia morto.
E vivam, nessa paz, os corações humanos.
Esquecendo a miséria, os negros desenganos,
Onde a alma sem fé em si própria se encerra...
E o que ficar, que fique... Há de ficar, por certo,
A tristeza augural de algum inferno aberto:
Há de ficar na terra o que só for da terra!