Skip to content
1865–1927

No mesmo conforto

Juvêncio de Araújo Figueredo

Amem-se os corações. Encantadoramente Vibrem sob um tendal de inefável conforto; E subam no esplendor das estrelas do oriente. Que orvalham toda fé ajoelhada num horto.

Amem-se os corações, que o eterno amor ardente A todos, pela vida, abre o amaino de um porto Onde a paz desenrola a flâmula esplendente. Sem encontrar, sequer, um grão de areia morto.

E vivam, nessa paz, os corações humanos. Esquecendo a miséria, os negros desenganos, Onde a alma sem fé em si própria se encerra... E o que ficar, que fique... Há de ficar, por certo,

A tristeza augural de algum inferno aberto: Há de ficar na terra o que só for da terra!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
No mesmo conforto · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove