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1865–1927

No escuro

Juvêncio de Araújo Figueredo

Vive no escuro, para sempre, eterno, Profundamente, o ser a quem a descrença Envolve em toda a sua nuvem densa, De atormentante, pavoroso inverno.

Escuro deve ser, também, o inferno, Todo cavado numa dor imensa. Leito do tédio, da fatal doença! Boda negra, sem gotas de falerno!

Escuro, escuro, para sempre escuro, Há de o caminho ter quem, mais seguro Ao pessimismo, do que a um baraço Vai, deste mundo, pela longa estrada,

Com a própria cabeça acorrentada, Jungida aos pés, e braço contra braço!

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No escuro · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove