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1865–1927

No alto

Juvêncio de Araújo Figueredo

Cheguei. Eis-me num astro. E vim para matar Essa saudade, mãe, que em minh’alma deixaste! Todo o meu coração, do dia em que voaste, Guarda ainda o teu brando e soluçante olhar.

Cheguei. Como é sublime e claro este lugar Que, entre festivos sóis, para sempre, buscaste! Tiveste, enfim, da Fé o céu que procuraste. Pudeste, enfim, de Deus no manto repousar.

De onde estou vejo a Terra. É uma pequena bola. Um inseto talvez numa tulipa... E rola... Lembra urna gota d’água. E pequenina, assim. E a Terra me parece uma lágrima triste,

Solta no espaço, igual a que em minh’alma existe, Para rolar também nesse espaço sem fim!

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