Cheguei. Eis-me num astro. E vim para matar
Essa saudade, mãe, que em minh’alma deixaste!
Todo o meu coração, do dia em que voaste,
Guarda ainda o teu brando e soluçante olhar.
Cheguei. Como é sublime e claro este lugar
Que, entre festivos sóis, para sempre, buscaste!
Tiveste, enfim, da Fé o céu que procuraste.
Pudeste, enfim, de Deus no manto repousar.
De onde estou vejo a Terra. É uma pequena bola.
Um inseto talvez numa tulipa... E rola...
Lembra urna gota d’água. E pequenina, assim.
E a Terra me parece uma lágrima triste,
Solta no espaço, igual a que em minh’alma existe,
Para rolar também nesse espaço sem fim!