Como vivemos bem, ambos tranquilamente,
No aconchego da praia em curva! Que poesia!
Desde a aurora ao sol posto, o coração da gente
Estremece, palpita, em constante alegria!
Descalços, pés na areia, a tarrafa pendente
Dos nossos braços, eis-nos na pescaria...
E a tainha, na malha, é prata refulgente,
Com a qual temos nós a abastança do dia.
E à tarde, então? À tarde ainda a gente trabalha
Para ter, à merenda, uma linda toalha,
E nela um caldo fresco, à luz de suaves brilhos.
E quando a noite desce e perfumes derrama,
Rezamos a Jesus, ajoelhados na cama,
E abençoamos, sorrindo, o rol dos nossos filhos.