Já tive o estio dentro do meu peito
E todo ele era um lindo roseiral.
Vivia alegre e muito satisfeito
Sem os venenos trágicos do mal.
Dos rapazes eu era o mais eleito,
E o mais querido como o próprio sal.
Hoje, friorento, vivo no meu leito...
Ah! como a vida é toda original!
Mas não sinto pesar de haver perdido
O sol do estio: — Um outro sol me veio,
E mais outros virão, do florescido
Estio da tu’alma, em pleno eflúvio;
Dessa tu’alma que é o mais belo seio
Do Arco-Íris nas águas do dilúvio!...