Skip to content
1865–1927

Newton

Juvêncio de Araújo Figueredo

Já tive o estio dentro do meu peito E todo ele era um lindo roseiral. Vivia alegre e muito satisfeito Sem os venenos trágicos do mal.

Dos rapazes eu era o mais eleito, E o mais querido como o próprio sal. Hoje, friorento, vivo no meu leito... Ah! como a vida é toda original!

Mas não sinto pesar de haver perdido O sol do estio: — Um outro sol me veio, E mais outros virão, do florescido Estio da tu’alma, em pleno eflúvio;

Dessa tu’alma que é o mais belo seio Do Arco-Íris nas águas do dilúvio!...

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
Newton · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove