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1865–1927

Netos

Juvêncio de Araújo Figueredo

Quem há que tenha netos e não sinta No peito, uns sentimentos de bondade, Iguais aos que a nossa mocidade Encheram de clarões de luz e tinta...

Nessa quadra feliz porém extinta, Na nossa casa que felicidade! Mas hoje é a mesma casa, na verdade: Basta que tu consintas e eu consinta

Dos nossos netos toda a traquinagem... Pois eles são a verdadeira imagem Dos nossos filhos, pássaros divinos... E assim iremos tendo a vida inteira

Cada vez mais alegre e alvissareira... Ah! nós também já fomos pequeninos!...

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