Quem há que tenha netos e não sinta
No peito, uns sentimentos de bondade,
Iguais aos que a nossa mocidade
Encheram de clarões de luz e tinta...
Nessa quadra feliz porém extinta,
Na nossa casa que felicidade!
Mas hoje é a mesma casa, na verdade:
Basta que tu consintas e eu consinta
Dos nossos netos toda a traquinagem...
Pois eles são a verdadeira imagem
Dos nossos filhos, pássaros divinos...
E assim iremos tendo a vida inteira
Cada vez mais alegre e alvissareira...
Ah! nós também já fomos pequeninos!...