Depois de fatigante caminhada
Hei de deitar-me à sombra de um cipreste.
Vestido como a noite então se veste,
Quando não brilha a lua imaculada.
De olhos sem luz e fronte congelada,
Hei de dormir nessa mansão agreste,
Como quem dorme na mansão celeste,
Lá nessa paz do azul, iluminada.
E quando isso acontecer, que estejas,
Tu, que tanto me queres e me beijas,
Que estejas junto ao derradeiro leito
Do teu avô, que morrerá contente,
Se lhe cruzares piedosamente
As suas mãos geladas sobre o peito.