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1865–1927

Nazarena

Juvêncio de Araújo Figueredo

Depois de fatigante caminhada Hei de deitar-me à sombra de um cipreste. Vestido como a noite então se veste, Quando não brilha a lua imaculada.

De olhos sem luz e fronte congelada, Hei de dormir nessa mansão agreste, Como quem dorme na mansão celeste, Lá nessa paz do azul, iluminada.

E quando isso acontecer, que estejas, Tu, que tanto me queres e me beijas, Que estejas junto ao derradeiro leito Do teu avô, que morrerá contente,

Se lhe cruzares piedosamente As suas mãos geladas sobre o peito.

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Nazarena · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove