Ó minha Amada! Ó minha Luz! Ó meu Abrigo!
Amada do meu peito e luz dos meus carinhos,
Por esta praia em jaspe e por esses caminhos,
Tu me dás água fresca e punhados de trigo!
Se me vejo feliz, é que tudo consigo
Do teu piedoso olhar mais doce do que os vinhos!
E dessas lindas mãos de veludos e arminhos,
E desse seio morno e eternamente amigo.
Coração, fez-se o teu para me dar socorro;
Alma, a tua parece um belíssimo jorro
De luz miraculosa... E os teus formosos dedos,
Esses serão, Maria, os sacrossantos selos
Dos meus olhos, na morte, ao pé dos teus desvelos,
Na hora em que eu te contar meus últimos segredos!