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1865–1927

Moça raptada

Juvêncio de Araújo Figueredo

É meia-noite. Canta o galo no poleiro. Ouves cantar? Cantou o galo do vizinho. E, ao raiar da manhã gloriosa, bem cedinho, Quantas exclamações por esse mundo inteiro!

No entardecer não viste, à sombra do salgueiro, Perto dum batelão de altas velas de linho, Um rapaz que possui uns olhos cor de vinho, Cabelo em caracóis, espigado e trigueiro?

Namora loucamente, ousadamente, a filha Mais moça do Sabino, e veio ontem da Ilha Do Arvoredo, na qual viu todo o seu destino... E, na verdade, quando amanheceu, na vila

Sempre boa e pagã, sempre humilde e tranquila, Ninguém mais avistou a filha do Sabino.

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