Velhinha de cabelos cor dos linhos,
Meiga velhinha que no mundo andavas
Pelas urzes e cardos dos caminhos,
E tão sentidas lágrimas choravas.
Tu que nunca magoaste os passarinhos,
Tu que as feras sinistras abrandavas,
Pois dos teus olhos escorriam vinhos
Com os quais os corações purificavas...
Onde estarás depois que me deixaste,
Depois que os olhos límpidos fechaste
Da morte no amoroso pesadelo?
É meu desejo que Jesus te desse
Toda a carícia que nos céus floresce,
Todo o flavo esplendor do Sete-Estrelo.