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1865–1927

Meu pai

Juvêncio de Araújo Figueredo

De cabelos nevados como os montes, E mão tremente, pálida e enrugada, Meu pai guiava às cristalinas fontes De suas vacas mansas a manada.

Ao sol que fulge e aclara os horizontes. Meu pai fazia retinir a enxada; E, de olhos bons, espirituais, insontes Andava às rosas, pela madrugada.

Ah! que hoje, da Mansão da Paz e Gozos, Viva ele, mais que um rei, pelos ditosos Campos de tanta sementeira de ouro! E, assim velhinho, e de cabeça calva,

Ande às rosas de luz da Estrela Dalva, E nelas colha o melhor tesouro.

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