De cabelos nevados como os montes,
E mão tremente, pálida e enrugada,
Meu pai guiava às cristalinas fontes
De suas vacas mansas a manada.
Ao sol que fulge e aclara os horizontes.
Meu pai fazia retinir a enxada;
E, de olhos bons, espirituais, insontes
Andava às rosas, pela madrugada.
Ah! que hoje, da Mansão da Paz e Gozos,
Viva ele, mais que um rei, pelos ditosos
Campos de tanta sementeira de ouro!
E, assim velhinho, e de cabeça calva,
Ande às rosas de luz da Estrela Dalva,
E nelas colha o melhor tesouro.