Olho as estrelas límpidas do espaço,
De um agasalho de divino manto,
E a todas ergo o meu cansado braço,
Sem poder alcançá-las, entretanto!
E eu clamo, aflito, cheio de cansaço;
Clamo a luz de uma delas, que o meu pranto
Venha enxugar, num lenço branco, em laço,
Em seu amparo piedoso e santo.
Mas nem uma sequer, casta, impoluta;
Nem uma apenas, mística, me escuta;
Nem uma apenas me responde às ânsias.
Por isso fico a meditar na sorte
Que terá a minha alma após a morte,
Quando se achar perdida nas distâncias...