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1865–1927

Marília

Juvêncio de Araújo Figueredo

Se as hortênsias falassem, se as hortênsias Contar pudessem como se vestiram De azul celeste, e como as resplandecências Do sol nas suas ânforas caíram.

Se as hortênsias falassem, se as hortênsias Dissessem tudo quanto são, e viram Do céu na comunhão das florescências Das quais os campos verdes se cobriram.

Se as hortênsias falassem, certamente, Ó minha neta amada, alma inocente, Saberíamos todos de que mundo. Teriam vindo as cândidas pupilas,

Meigas, graciosas, doces e tranquilas Dos teus olhos azuis, de olhar profundo!

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Marília · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove