Se as hortênsias falassem, se as hortênsias
Contar pudessem como se vestiram
De azul celeste, e como as resplandecências
Do sol nas suas ânforas caíram.
Se as hortênsias falassem, se as hortênsias
Dissessem tudo quanto são, e viram
Do céu na comunhão das florescências
Das quais os campos verdes se cobriram.
Se as hortênsias falassem, certamente,
Ó minha neta amada, alma inocente,
Saberíamos todos de que mundo.
Teriam vindo as cândidas pupilas,
Meigas, graciosas, doces e tranquilas
Dos teus olhos azuis, de olhar profundo!