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1865–1927

Maria Helena

Juvêncio de Araújo Figueredo

Nem quatro palmos tem, Maria Helena, E eu já lhe vejo uma alma de eleição, Meiga, suave, límpida e serena, Como a água sagrada do Jordão.

Chama as bonecas, como ao som da avena Chama a pastora a ovelha, no sertão, E lhes dá mantos lindos, de açucena, No aprisco de ouro do seu coração.

Permita todo o céu estrelejado Que a minha neta veja-me ao seu lado Ainda algum tempo, embora bem velhinho, Trêmulas as pernas, trêmulos os passos,

Trêmula a fronte, e ambos os meus braços, Mas todo ungido pelo seu carinho.

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