Nasceste e apenas neste mundo um dia
Pairaste. Mas que mal te fez a vida?
E para que nasceste então, Maria,
Por essa tarde de rosais florida?!
Dum astro de dulcíssima harmonia,
Como se for a da mais branca ermida,
Não trouxeste no olhar toda a alegria?
De ânsias tu’alma não desceu despida?
Pairaste apenas um momento, o quanto
Necessário talvez para que o meu pranto
Fosse pelo teu lenço de piedade,
Neste Saara tenebroso, enxuto...
É o que as almas me dizem, se as perscruto,
Quando te lembro, cheio de saudade.