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1865–1927

Mares das mágoas

Juvêncio de Araújo Figueredo

Vivo a sonhar com mares procelosos, Que das curvas das praias alvadias Sobem sinistramente aos alterosos Montes, e às mais altivas penedias...

Ventos rugem, fantásticos, irosos, Torcendo as ondas que se vão, bravias Pelas nuvens adentro, aos céus formosos, Hoje cheios, porém, de asas sombrias.

Mares negros, revoltos, para cima Rolando, desde os campos da vindima, Desde os rosais às escarpadas fráguas. Mares, assim, em convulsões rolando,

Convulsionando a terra, convulsando... Feitos de todas as humanas mágoas.

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