Mágoa! Equimose atroz! Quem nunca a teve?
E quem nunca a terá, na indefinida
Estrada tenebrosa desta vida,
Entretanto, tão célere e tão leve?
E por menor que seja, ou por mais leve,
Ela nos traz a alma sacudida
Desde a hora do berço à da partida
Onde, na morte, a nos seguir se atreve.
E até o meu filho, assim, tão pequenino,
Que não sabe o que seja um mau destino,
Se falasse, diria o que é a mágoa
Que eu sei que existe já, flagrantemente,
Da sua alma no espelho refulgente,
Nessa luz dos seus olhos rasos de água!