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1865–1927

Mágoa!

Juvêncio de Araújo Figueredo

Mágoa! Equimose atroz! Quem nunca a teve? E quem nunca a terá, na indefinida Estrada tenebrosa desta vida, Entretanto, tão célere e tão leve?

E por menor que seja, ou por mais leve, Ela nos traz a alma sacudida Desde a hora do berço à da partida Onde, na morte, a nos seguir se atreve.

E até o meu filho, assim, tão pequenino, Que não sabe o que seja um mau destino, Se falasse, diria o que é a mágoa Que eu sei que existe já, flagrantemente,

Da sua alma no espelho refulgente, Nessa luz dos seus olhos rasos de água!

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