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1865–1927

Mães

Juvêncio de Araújo Figueredo

Perto do filho, morto à bala, na emboscada Que lhe fizera, à noite, o filho da Galdina, Quando descia à praia, a alma martirizada De Maria soluça e em pranto se amofina.

E, sob a luz do luar, suavíssima e nevada, Que se estende no mar, na serra e na campina, Uma sombra torneia as árvores da estrada: Desce, chorando, a mãe daquela alma assassina.

Uma chora o que vai para a cova sombria; E a outra, o que desceu às grades da enxovia, Ambas da mesma dor no sangrento rastilho... Mas, como mães que são, uma diz soluçando:

— “Maria, que o teu filho aos céus suba cantando”, A outra, absorta, responde: “E eu perdoo o teu filho!”

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