Chegaste envolto no esplendor de um dia
Maravilhoso! A luz cantava em tudo...
Cantava num riacho que descia,
E cantava no mar, que era um veludo.
De tão grande emoção, tanta alegria,
Que eu nessa hora senti, tornei-me mudo...
Só a minh’alma, aflita, repetia:
— De um pai o filho é o mais ousado escudo.
Eu tive, meu filhinho, essa lembrança
Pequena, mas excelsa na esperança,
Que no pó dos caminhos jamais cai,
Nem mesmo pelo espaço se consome...
E dei-te, filho, ó meu querido! um nome
Igual ao nome do meu pobre pai!