Mar cavado, na costa... As ondas, murmurantes,
Debruçam-se na praia, açoitadas do vento.
Passa, por toda a gente, um brusco pensamento:
Não se fossem perder barcos e tripulantes.
Os barcos? Aonde irão parar esses errantes
Barcos de pescaria? Aonde irão no momento
Em que mais forte esteja esse mar agourento,
Caso desçam da noite as sombras torturantes?
Mas o vento amainou, já não sopra tão forte...
E os barcos, cada qual, num majestoso porte,
Correm, garbosamente, alvas velas escravas...
E as mulheres, na praia, agora, em altos gritos,
Vão louvando a Jesus, ao Senhor dos Aflitos,
Que, do azeite da paz cobriu as ondas bravas!