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1865–1927

Louvando a Jesus

Juvêncio de Araújo Figueredo

Mar cavado, na costa... As ondas, murmurantes, Debruçam-se na praia, açoitadas do vento. Passa, por toda a gente, um brusco pensamento: Não se fossem perder barcos e tripulantes.

Os barcos? Aonde irão parar esses errantes Barcos de pescaria? Aonde irão no momento Em que mais forte esteja esse mar agourento, Caso desçam da noite as sombras torturantes?

Mas o vento amainou, já não sopra tão forte... E os barcos, cada qual, num majestoso porte, Correm, garbosamente, alvas velas escravas... E as mulheres, na praia, agora, em altos gritos,

Vão louvando a Jesus, ao Senhor dos Aflitos, Que, do azeite da paz cobriu as ondas bravas!

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