Num funéreo caixão vejo-a em paz, sossegada...
E o seu vestido branco é leve como a pluma
De uma garça que vem, na tarde perfumada.
Rever, saudosamente, o espírito na espuma.
Das moças do lugar era a mais delicada!
Que boca virginal! E olhos assim, nenhuma
Outra moça possuía! Era a flor na esfolhada
Do milho e era, na praia, em maio, a graça, em suma.
“De todo esse redor, chamavam-na bondade”,
Exclamou um rapaz, em cujo olhar pairava
Uma funda expressão de dor e de saudade.
E, momentos depois, ao largo mar calado,
Desesperadamente, o Antônio se atirava...
E o céu, aberto em luz, floria, constelado!