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1865–1927

Loucura de amor

Juvêncio de Araújo Figueredo

Num funéreo caixão vejo-a em paz, sossegada... E o seu vestido branco é leve como a pluma De uma garça que vem, na tarde perfumada. Rever, saudosamente, o espírito na espuma.

Das moças do lugar era a mais delicada! Que boca virginal! E olhos assim, nenhuma Outra moça possuía! Era a flor na esfolhada Do milho e era, na praia, em maio, a graça, em suma.

“De todo esse redor, chamavam-na bondade”, Exclamou um rapaz, em cujo olhar pairava Uma funda expressão de dor e de saudade. E, momentos depois, ao largo mar calado,

Desesperadamente, o Antônio se atirava... E o céu, aberto em luz, floria, constelado!

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