Morto há centenas de anos inda é o Belo,
Inda o Maravilhoso, inda o Sublime.
E eu não me canso de buscá-lo e vê-lo,
Que o seu olhar todo doçura exprime.
Trato de amá-lo, e trato de compreendê-lo,
Porque o seu coração almas redime,
Afugentando o frio pesadelo,
E as rajadas tristíssimas do crime.
Não é visão (nem eu sou visionário)
Esse Ser que me diz, extraordinário,
Palavras de carícias de cetim...
E o que Ele, então, me diz, digo-o ajoelhado...
Ele me diz, sereno e iluminado,
Ser o Lótus dos séculos sem fim.