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1865–1927

Léa

Juvêncio de Araújo Figueredo

Sei que existes porém não te conheço Se não por um retrato pequenino. Mas mesmo assim na vida não te esqueço; Vem-me lembrança o teu melhor destino.

Peço a Jesus o sonho que careço, Dentro do qual, no seu fulgor divino, (Linda estátua de mármore ou de gesso) Passe o teu corpo ideal, meigo e franzino.

E o sonho desce, quase sempre à noite... Desce da luz da limpidez do espaço; E antes que o tédio do viver me açoite. Ouço-te a voz repleta de fragrância,

Que ao coração me fala do cansaço Das asas que se perdem na distância...

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Léa · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove