Sei que duvidas da paixão que alento
Dentro do coração, e dentro da alma.
É que, afinal, não lês meu pensamento,
E o bem que em mim um sonho azul espalma...
Vivo a pensar em ti todo o momento,
Sempre e sempre feliz, de mãos em palma
Como se eu estivesse num convento
De Franciscanos, a rezar com calma.
E me ocorre a certeza de que, um dia,
Já nos vimos unidos na alegria,
Ou das paixões nos revoltados mares...
E não há laços que nos prendam tanto
Como os que ficam, úmidos de pranto,
Às saudosas janelas dos olhares.