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1865–1927

Laços

Juvêncio de Araújo Figueredo

Sei que duvidas da paixão que alento Dentro do coração, e dentro da alma. É que, afinal, não lês meu pensamento, E o bem que em mim um sonho azul espalma...

Vivo a pensar em ti todo o momento, Sempre e sempre feliz, de mãos em palma Como se eu estivesse num convento De Franciscanos, a rezar com calma.

E me ocorre a certeza de que, um dia, Já nos vimos unidos na alegria, Ou das paixões nos revoltados mares... E não há laços que nos prendam tanto

Como os que ficam, úmidos de pranto, Às saudosas janelas dos olhares.

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