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1865–1927

Laço de amor

Juvêncio de Araújo Figueredo

Que mais desejarei, no mundo, se me vejo Tão querido por ti, por ti sempre abraçado, A ouvir, seguidamente, o marulho de um beijo, Ora na tua boca, ora na minha, alado?

Que mais desejarei? Que mais forte desejo Poderá se alentar no meu peito, amparado Pelo teu, que é por certo o grande e benfazejo Abrigo que encontrei, e jamais igualado.

Nada mais, nada mais desejarei no mundo Senão, do amor eterno, esse laço profundo Que nos prende a nós dois, nos mesmos sentimentos, Que não se apagam como as nuvens pelos ares;

Nem como os roseirais das espumas dos mares; Nem como o soluçar das ondas e dos ventos...

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