“Pela estrela do mar, pela Nossa Senhora,
Que me conduzirá ao fim desta viagem,
Juro que serei teu, por toda a vida fora;
E levarei no olhar a tua linda imagem”.
Assim disse o Florêncio. E, à rubra luz da aurora
Um barco fez-se ao mar, aos beijos da bafagem
Do almejado terral, que levemente enflora
As ondas, de uma cor doirada, de miragem...
“E eu serei sempre tua, eternamente tua”.
Diz-lhe a noiva formosa, em cujo olhar flutua
A divina expressão do amor e da saudade.
Jamais voltou, porém, quem tal jura fizera:
Tragara-o o mar, tragara-o a vaga rude e austera...
Mas a jura dos dois vive na eternidade...