Skip to content
1865–1927

Jura eterna

Juvêncio de Araújo Figueredo

“Pela estrela do mar, pela Nossa Senhora, Que me conduzirá ao fim desta viagem, Juro que serei teu, por toda a vida fora; E levarei no olhar a tua linda imagem”.

Assim disse o Florêncio. E, à rubra luz da aurora Um barco fez-se ao mar, aos beijos da bafagem Do almejado terral, que levemente enflora As ondas, de uma cor doirada, de miragem...

“E eu serei sempre tua, eternamente tua”. Diz-lhe a noiva formosa, em cujo olhar flutua A divina expressão do amor e da saudade. Jamais voltou, porém, quem tal jura fizera:

Tragara-o o mar, tragara-o a vaga rude e austera... Mas a jura dos dois vive na eternidade...

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
Jura eterna · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove