Débil como se fosse a haste verde de um lírio,
O seu corpo inspirava a maior compaixão.
Era-lhe neve o rosto, e o triste olhar um círio
Que estivesse a chorar ao lado de um caixão.
E a tosse, pela tarde? Ah! que horrível martírio!
Quem teria outro igual, dentro de uma aflição?
Sua cabeça ansiava em constante delírio,
E, muitas vezes, via almas em procissão...
Mas, três meses depois, encontrei-a na estrada:
— Bom dia, minha flor! Minha rosa orvalhada!
De tão gorda que estás, já nem te serve a saia!
Rapariga, por que tão depressa saraste?
— Sarei por que, num dia, aflito, me mandaste
Morar junto do mar, nas carícias da praia...