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1865–1927

Jardim de rosas

Juvêncio de Araújo Figueredo

Atento, contemplei este jardim de rosas! Mas, antes de morrer quem o plantou, não era Ele tão belo assim! Nem mesmo a primavera Lhe dava tanto orvalho em gotas luminosas!

E quem o plantaria? As mãos brancas, mimosas De Hortência? As mãos de Antônia? A engraçada Valésia? A encantadora Júlia? A Florença, que à espera Do noivo sempre andou, nas praias silenciosas!

Quem o plantou morreu por uma tarde casta, Como um lírio que, em seu perfume, a gente arrasta, Arrasta um coração por mais emparedado... E, se tão belo está, este jardim, agora,

Rega-o a linda Florença, entre os clarões da aurora, Porque foi quem morreu no dia do noivado...

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