Atento, contemplei este jardim de rosas!
Mas, antes de morrer quem o plantou, não era
Ele tão belo assim! Nem mesmo a primavera
Lhe dava tanto orvalho em gotas luminosas!
E quem o plantaria? As mãos brancas, mimosas
De Hortência? As mãos de Antônia? A engraçada Valésia?
A encantadora Júlia? A Florença, que à espera
Do noivo sempre andou, nas praias silenciosas!
Quem o plantou morreu por uma tarde casta,
Como um lírio que, em seu perfume, a gente arrasta,
Arrasta um coração por mais emparedado...
E, se tão belo está, este jardim, agora,
Rega-o a linda Florença, entre os clarões da aurora,
Porque foi quem morreu no dia do noivado...