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1865–1927

Jandir

Juvêncio de Araújo Figueredo

Meu neto, a infância é um botão de rosa Que se esconde entre as folhas da roseira. Numa linda manhã alvissareira Embalada na brisa silenciosa.

Não o inquieta a abelha vaporosa, Nem o zangão lhe dá fatal canseira... Deixa-o ali estar a vida inteira, A ave daninha, a mais ambiciosa.

Mas flor aberta à viva alacridade Do céu azul, será a mocidade, Cheia de seiva em dias de verão. E quando desfolhada (Eu já to disse)

Será por certo o emblema da velhice, No atro caminho da desilusão.

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Jandir · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove