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1865–1927

Jamais!

Juvêncio de Araújo Figueredo

A paz que os corações tanto desejam Jamais encontrarão! Jamais! Jamais! Neste mundo de anseios que gotejam Mortíferos venenos infernais!

A paz é um campo em cujo chão alvejam Flores mais luminosas que os cristais. E de onde para a Via Láctea adejam Encantadoras aves virginais.

Mas se a paz existisse! Ah! se existisse Nesse campo de amarguradas flores, Talvez ninguém, para encontrá-la, visse O coração rolar no chão da mágoa;

O coração alvionar as dores, Ou não tivesse os olhos rasos d’água!

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Jamais! · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove