Skip to content
1865–1927

IV

Juvêncio de Araújo Figueredo

Mas, como tudo morre, assim também a minha Mocidade morreu, ou, então, se transformou. Morta, num campo raso há tempos se enterrou, Ou transformada foi em célere andorinha.

Na quadra em que ela a força e os claros sonhos tinha, Ela própria, ao clarão do sol, flores plantou. E essas flores, depois, o flavo sol mirrou, O sol que sempre e sempre acariciá-las vinha!

Morta, foi ser, na cova, o que a cova consome: Unicamente pó, sem o mais simples nome, Nos braços de urna cruz de consolo e piedade. Mas, transformada, é toda uma ave delicada,

Que me vem ao beiral das telhas, descuidada, Trazer, de quando em quando, a mais triste saudade!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
IV · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove