, de um luar velado,
Quando de maio o espaço é uma turquesa!
Torre a cujo sopé, alucinado,
Depus beijos de amor e de pureza!
Pescoço — torreão iluminado
Pelos brilhos de toda a natureza;
Coluna branca, de um farol sagrado,
Aberto ao mar dos sonhos da beleza!
Todos os nossos resplendores de arte
Que na voz dos clarins, por toda a parte
Errou como asas de águia pela altura.
Todos, todos os nossos resplendores
Terão eternamente as mesmas cores,
Nos soturnos brumais da sepultura?