Ambos perdidos, chamando
Um ao outro, em quando, em quando
No Caminho do Destino,
Cada qual em desatino,
Por muitas sombras passamos,
E que pesos carregamos,
Sem que os nossos olhares,
Pela terra, e pelos ares,
Pudessem, sequer de leve,
Encontrar uma hora breve.
De amorosa confidência
Na Ermida da Penitência.
Em prol dos nossos pecados,
Nos tempos antepassados,
Em que nós dois, nos espaços,
Entrelaçados os braços;
Unidas as nossas bocas,
Fomos as almas mais loucas
Na volúpia nupcial.
Sob as árvores do Mal.