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1865–1927

Isabel

Juvêncio de Araújo Figueredo

Em novembro floresce o jasmineiro, De tal maneira que dá gosto vê-lo, E esse que está florindo, no terreiro Da nossa casa, lembra o Sete-Estrelo.

Mas muito mais floresce o peito inteiro De um pai no amor, no íntimo desvelo Por uma filha cujo olhar fagueiro Ter-lhe d’alma um fundo pesadelo.

E tu nasceste para nosso encanto Pois nessa boca, um sorriso santo Vimos um sonho que não é da terra. Ah! meu amor, um pássaro risonho,

Nossa Senhora que te conte o sonho Que ainda a tua alma encantadora encerra.

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Isabel · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove