Em novembro floresce o jasmineiro,
De tal maneira que dá gosto vê-lo,
E esse que está florindo, no terreiro
Da nossa casa, lembra o Sete-Estrelo.
Mas muito mais floresce o peito inteiro
De um pai no amor, no íntimo desvelo
Por uma filha cujo olhar fagueiro
Ter-lhe d’alma um fundo pesadelo.
E tu nasceste para nosso encanto
Pois nessa boca, um sorriso santo
Vimos um sonho que não é da terra.
Ah! meu amor, um pássaro risonho,
Nossa Senhora que te conte o sonho
Que ainda a tua alma encantadora encerra.