Por que razão o Alfredo é de todo inclemente
Diante dos seus bois, de olhares compassivos,
Se eles lhe são, no carro, os seus fiéis cativos,
Se lhe dão do trigal a pródiga semente?
E não é, desses bois a força permanente
Que lhe traz, da manhã à tarde, os emotivos
Prazeres do conforto, ora à sombra tremente
Dos ramos, ora ao sol de abrasamentos vivos?
O rapaz dá-lhes toda a espécie de torturas.
Fisgando-lhes o dorso, e os faz puxar alturas
Formidáveis de lenha, ou de pedra ou de barro.
Mas como uma ironia às silenciosas dores
Dos pobres animais, na relva, aberta em flores,
Cantam bizarramente as chavetas do carro!