Eia não quis ficar na casa onde morava,
Nessa casa que o estio enfeitava de flores,
Para não ver o mar que apenas lhe ofertava
Nostalgias cruéis, e lágrimas e dores...
Olhando a praia branca, ah! só nela encontrava
À luz flava do sol e aos fluídicos palores
Da lua, uma tristeza atroz, que a dominava
E dominava a flor dos seus lindos amores.
Como ficar ali, nessa casa isolada,
Se a sua alma não era a mesma, iluminada
Como dantes, ao tempo em que, nesse lugar,
Não existia a cruz tristíssima e sombria,
Que lhe marcava, agora, a cova onde dormia
O sono eterno, o seu amor, junto do mar?