De pé sobre o paneiro, alma franca e contente,
Cabelo solto ao vento, ei-lo a caminho da Ilha.
Desce, feérica, a luz do sol no grande poente.
E, sob o vento sul, o mar treme e fervilha.
E a leve embarcação, por sobre o mar, tremente,
Mostra de vaga em vaga, o largo bojo e a quilha.
“Não devemos temer”. É o que diz toda a gente
Em cujo peito a fé junto à esperança brilha...
O Armando nunca teve arrepios de medo.
O valente rapaz bem parece um rochedo
Batido pelo mar... porém muito mais forte.
Assim pudesses tu, meu coração tristonho,
Francamente correr rumo às ilhas do sonho,
Quer nos mares da vida ou nos mares da morte!