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1865–1927

Ilha de Santa Catarina

Juvêncio de Araújo Figueredo

Ilhéu que sou, que graça e que contentamento Sinto eu, quando te vejo e te percorro, ó Ilha! És, dos mares do sul, a eterna maravilha; E parece que tens um certo movimento!

Embalam-te, num gozo, as carícias do vento; E outras vezes o vento os teus mares fervilha... Pelos teus campos toda a luz do sol rastilha; Dá-lhes todo o vigor dum puríssimo alento!

Como eu te quero bem, ilha dos meus amores! Com os teus laranjais, tuas vinhas e flores; Teus riachos de prata, abraçados em nastros... E tuas praias são esteiras de alvo linho,

Que se estendem a um solde inefável carinho, Palpitantes de luz, de proas e de mastros!

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