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1865–1927

Ilha!

Juvêncio de Araújo Figueredo

Olho o mar, olho o rio, olho o campo, olho a serra, E olho espiritualmente a abóbada celeste... Do que fulge no espaço e se irisa na terra Em belezas reais, a minha alma se veste.

Vejo, sonhando assim, que o meu destino encerra Amplos dias de luz doirada em campo agreste... O medonho tropel das lutas não me aterra! Duma tranquila paz meu sonho se reveste.

Homem, fico, de pé, na crença de que existe Em tudo o olhar de um Deus Universal, que assiste Ao amor e do amor as flâmulas desfralda; Deus que faz duma estrela a excelsa maravilha

De um mundo, a refletir nas tuas águas, Ilha! Como num misterioso espelho de esmeralda!

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