Olho o mar, olho o rio, olho o campo, olho a serra,
E olho espiritualmente a abóbada celeste...
Do que fulge no espaço e se irisa na terra
Em belezas reais, a minha alma se veste.
Vejo, sonhando assim, que o meu destino encerra
Amplos dias de luz doirada em campo agreste...
O medonho tropel das lutas não me aterra!
Duma tranquila paz meu sonho se reveste.
Homem, fico, de pé, na crença de que existe
Em tudo o olhar de um Deus Universal, que assiste
Ao amor e do amor as flâmulas desfralda;
Deus que faz duma estrela a excelsa maravilha
De um mundo, a refletir nas tuas águas, Ilha!
Como num misterioso espelho de esmeralda!